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Assisti ontem: O Lobo de Wall Street

23:40



O Lobo de Wall Street, com direção de Martin Scorcese, é uma materialização artística e caricata do conceito de ‘capitalismo selvagem’. O filme conta a jornada pessoal de Jordan Belfort (Leonardo di Caprio), sócio da corretora de ações Stratton Oakmont, e de seus fanáticos seguidores em direção ao ideal de riqueza e de prosperidade, ou seja, ao sonho americano.

Para alcançar esse sonho, Jordan e seus stock brokers não poupam meios pouco admiráveis ou moral e legalmente inaceitáveis. Drogas dos mais variados tipos são consumidas explicitamente e em quantidades desumanas; todos os tipos de trambiques e fraudes financeiras são cometidos; e o sexo rola solto, solto mesmo, em um verdadeiro bacanal. O filme, inclusive, tem cenas que fazem de “Ninfomaníaca”, de Lars von Trier, algo ‘light’. A empresa de Jordan é uma verdadeira tribo de selvagens em meio à selva financeira de Wall Street, onde vence o mais esperto e o Capital é Deus.


Aqui, Scorecese mostra o seu melhor. O filme tem um ritmo perfeito, te mantém fiel ao enredo durante três horas sem cansar. Leonardo Di Caprio novamente se supera. Pra mim, essa é a melhor atuação da carreira dele e só a mão injusta da Academia pode impedi-lo de ganhar o Oscar dia 2 de março.

No mais, “O Lobo de Wall Street” não é nada menos que fantástico. Tem cinco indicações ao Oscar, e Leo Di Caprio já levou um Globo de Ouro. No filme, o capitalismo é tão voraz e histérico, que adoraria ver as reações de um esquerdista radical, daqueles partidários do PSOL ou do PC do B, ao assiti-lo. Sentirão repulsa ou admiração?

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